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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Segunda Etapa : Partida Definida

Olá pessoal! Após mais um período de preparação, descanso e atividades  profissionais intensas, partiremos com destino a Miami no dia 17 de agosto.
Será uma escala rápida com o objetivo de comprar alguns equipamentos adicionais para melhorar a documentação em video desta etapa, já que uma das dificuldades desta aventura em solitário tem sido o registro fotográfico.
A seguir  voarei para Washington, onde deixei minha moto, na casa da amiga Claudete para iniciar propriamente a viagem no dia 25.
Destino: Prudhoe Bay Alaska
Minha filha Júlia também está preparada em sua base em Florianópolis para manter este blog atualizado diariamente, passando minhas coordenadas, fotos e videos, para que todos os amantes de aventuras, curiosos e motociclistas possam acompanhar.
Antecipadamente agradeço a todos que manifestaram apoio!
Meu próximo post já será da estrada.
Abraços!

sábado, 19 de maio de 2012

Trans Labrador Highway: 1.289 km de Rípio

Bom pessoal, como vocês estão vendo no mapa ao lado, a etapa de Happy Valley Goose Bay até Blanc Sablon encerra a travessia da Trans Labrador Highway.
Além de todo o trecho ser de rípio, ainda peguei chuva, frio e neblina forte. Mas - com o fim  dessa etapa - percorremos sem maiores problemas toda a  famosa e porque não dizer mítica TLH, desafio maior de todo motociclista que tem na veia o gosto por aventura.
Posso confessar que não foi fácil. Foram no total 1.689 km. Trechos mais fáceis e trechos bastante difíceis.
Mas o importante é que além da conquista, podemos ao longo do percurso, conhecer  muitas pessoas, o seu modo de vida e o meio em que vivem. Além da natureza exuberante e até exótica pra nós que moramos num local de clima sub tropical.
Seguem abaixo algumas fotos e vídeos desse ultimo trecho da TLH, que sem dúvida deixará saudades.


"How can you drive in a ground like this?" Me pergunta o motorista da patrola








quarta-feira, 16 de maio de 2012

Nain - Um mundo a parte

Pra chegar em Nain só de barco ou avião!

Pessoal, acabei de retornar de Nain. Voltei para o mesmo hotel, aqui em Happy Valley Goose Bay.
Passei apenas 24 horas em Nain, mas foram muito intensas. Conheci não apenas pessoas, mas também um estilo de vida.
Fiquei verdadeiramente encantado. O respeito, a educação, a consideração, a disponibilidade, são apenas alguns dos atributos do povo Inuit. Com dialeto próprio, amam o seu lugar e nenhuma novidade tecnológica os faz ficar deslumbrados .
Povo que não só preserva os costumes, como também os adora.
Adeptos da caça e da vida em comunidade, dividem tudo. Fui testemunha disso em diversas ocasiões.
Mesmo existindo uma pequena diferença social, ela não faz com que o varredor da rua não seja cumprimentado por todos.
Foi para mim mais uma dessas lições que ganhamos da vida para não nos deixarmos levar pelo nosso mundo consumista, alienado ao poder e ao status como fim em si mesmo.



Com Henry o pai da Moly

Com a Sara, que me mostrou sua comunidade e seus costumes

Com a Naktuck inuk









Surpresa entre Labrador City e Happy Valley Goose Bay

Enquanto ainda planejava minha viagem no Brasil, li vários relatos de travessias de moto pela Trans-Labrador Highway.
Todos os relatos de motociclistas estrangeiros, nenhum brasileiro. Alemães, americanos, canadenses, noruegueses, entre outros e em épocas distintas. Mas o ultimo e mais recente foi de um dinamarquês que afirmou que a rodovia tinha sido completada e estava toda pavimentada.
Não vou aqui criar caso, mas o cidadão faltou com a verdade ou pior não cruzou a TLH. Eu cruzei e posso afirmar - inclusive com vídeos - que apenas 150 km de um total de 540 km estão pavimentados, neste trecho.
Segue abaixo os vídeos dessa etapa, mais uma que ficará na memória da minha vida.
Divirtam-se!





domingo, 13 de maio de 2012

Ampliando os limites

A distância total entre Baie-Comeau e Labrador City é de 585km.  Nada extraordinário, não fosse pelos últimos 300km. Estrada sinuosa de rípio muito fofo (tinha sido recém patrolada) e em função da neve estar descongelando, alguns outros trechos com lama e atoleiro.
Em resumo tinha piso pra todos os gostos. O amigo Luis Tedesco ia adorar fazer um trecho cronometrado nesse piso, já de moto a brincadeira era um pouquinho mais séria. Pilotar em pé, uma moto carregada, com a traseira saindo pra todo lado a toda hora e por um longo período, chega uma hora que começa a não ter mais graça.
Lembrei também do Cristiano e dos tempos de trilha na Pedra Branca em São José, experiência importantíssima para conseguir superar tantos obstáculos, com uma máquina um "pouquinho" mais pesada do que aquelas ágeis CRs.
O cenário por sua vez era deslumbrante e forneceu a adrenalina necessária para superar o extremo desgaste físico.
A região com inúmeros lagos congelados é linda. A quantidade infinita de pinheiros flocados de neve, ladeados com rios de águas cristalinas, compõe uma paisagem de cartão postal.
Circunferência formada pelo meteoro
 No percurso, passei também  por uma serie de 5 hidrelétricas, sendo a maior delas a Manic 5, que está localizada exatamente no local da queda de um imenso meteoro, que atingiu a terra a milhares de anos, e abriu uma cratera de 8 km de diâmetro de onde hoje se represa a água  para a geração de energia de todo o território.
Assim após um dia inteiro de fortes emoções, já que parti ás 7:30 da manhã, cheguei  em Labrador City, literalmente esgotado, mas com uma enorme e gostosa sensação de ter superado com sucesso a etapa mais difícil de todo o roteiro até aqui!
Seguem abaixo algumas fotos desse trecho, que servem apenas para dar uma idéia, visto que viajando sozinho, a documentação fotográfica ideal fica um pouco comprometida.



Lago congelado








Procura-se o lugar do piloto!




Na entrada de Labrador o retorno do asfalto




quinta-feira, 3 de maio de 2012

Chegada em Montreal: Primeiros Dias

Ao ver minha moto pronta e equipada, dei um suspiro aliviado. Pode parecer exagero, mas afinal fui um dos últimos a entregá-la em novembro do ano passado, assinei vários papeis sem ler e muito rapidamente tive que partir sem conhecer ninguém ali.
As trocas de emails subseqüentes foram mais tranqüilizadoras transformando contatos em amigos. Mas nada que se compare a estar com ela novamente após um longo inverno.
Agora de cara nova, com alguns detalhes importantes que faltaram no ano passado: crash bar, faróis  adicionais anti neblina, top case para armazenamento do combustível adicional e meu mais novo xodó uma câmera Go Pro HD, já devidamente instalada no guidom.
Após circular pela cidade, visitar alguns locais não visitados ano passado e fazer alguns ajustes na moto, parto amanhã rumo norte para uma pequena cidade onde passarei o próximo fim de semana com amigos.

Minha turma na vida passada

Primeiro abastecimento


Gasolina extra para cruzar a Trans Labrador


Chegada para jantar na casa do amigo Robert Crepeau


quinta-feira, 26 de abril de 2012

É chegada a hora da partida

Após quatro longos e movimentados meses, nos quais consegui resolver inúmeros assuntos, treinar todos os dias, me alimentar como nunca me alimentei antes, ganhar mais de 10 kg de peso total e formatar alguns planos de negócios a serem tocados na minha ausência, eu finalmente me vejo as vésperas do inicio da segunda etapa de meu projeto.
A ansiedade é grande como também é grande a expectativa dos amigos para acompanhar minha passagem por esse distante e remoto trecho, cruzando todo o território de Labrador, no extremo norte do Canadá.
Será a primeira travessia documentada desse trecho em solitário.
Então vamos a ela!