quarta-feira, 5 de junho de 2013

Cruzando o continente



Em geral, quando saímos do padrão, as pessoas logo se apressam em fazer julgamentos.
A competição no mundo atual nos condiciona a promover grandes esforços  para conquistarmos nosso lugar ao sol. Nesse contexto, qualquer atividade ou esforço que aparentemente não leve na direção desses objetivos, será na maioria das vezes julgada como um desperdício de tempo e dinheiro.
Mas afinal, qual o sentido da vida? Essa pergunta em geral permeia a cabeça de todos nós pelo menos uma vez.
Se a resposta for acumular riqueza e com ela desfrutar dos prazeres da vida, proporcionando a nós mesmos, nossos familiares e quem mais pudermos ajudar, uma situação de conforto e bem estar, não acho que estará errada.
Mas um aspecto muito importante talvez estejamos esquecendo nos dias de hoje. O aspecto que está além dos prazeres materiais, aqueles que não podem ser comprados, aqueles que estão todos os dias a nossa volta e que temos oportunidade de desfrutar a cada momento. Para esses não precisamos pagar e são esses que, se tivermos sensibilidade para perceber, nos farão crescer como seres humanos.
Sentir o vento, os cheiros, o calor e o frio de nosso planeta, além do contato com diferentes culturas das várias regiões é talvez uma das experiências mais enriquecedores que um ser humano pode ter se tiver sensibilidade.
Sob esse prisma ampliamos muito nossos limites todos os dias, pois a cada um, novos desafios se impõe e com isso, como quem faz um curso intensivo em qualquer área, aumentamos substancialmente o número de experiências desafiadoras neste curto período. Razão pela qual é comum termos a sensação de que 2 meses se passaram num período de 2 semanas viajando, por exemplo.
Essa etapa do Giro pelas Américas, foi bastante rápida mas nem por isso menos intensa.
Com o passar do tempo, percebemos mais claramente que este é nosso maior ativo, nossa matéria prima para construirmos um mundo melhor. Às vezes uma foto, um comentário, uma reação podem gerar, mesmo sem sabermos, um grande estímulo, incentivo e mesmo uma mudança na vida de quem nem conhecemos.
Foram 4.090 km, cruzando 10 estados norte-americanos, até a chegada ao Píer de Sta. Monica, na Califórnia, local onde simbolicamente termina a Route 66 e sem dúvida ficará marcada em minha memória por toda a vida.

Grande abraço a todos!







 

sábado, 25 de maio de 2013

On the road


Rocky Mountain National Park - Colorado

À 3 .800 m de altitude no Colorado

Utah




Cruzando o estado de Utah






Route 66




terça-feira, 21 de maio de 2013

Route 66

Após 11 meses sob uma capa, dentro da garagem na casa da amiga Claudete, descobri-la foi emocionante.
Exatamente como havia deixado os pequenos parafusos, cabos, e fios ali estavam.
Iniciei com cautela a sua instalação e quando percebi a faisca ao encostar um dos cabos ao pólo da bateria senti que a vida estava prestes a voltar aquele motor após quase 1 ano de hibernação
Assim na terceira tentativa, lá estava ela roncando firme e forte.



Estou agora no estado do Kansas no meio oeste americano em uma pequena cidade a beira da estrada.
Aqui ao lado há uma base aérea com muitos helicópteros de guerra, apenas para me lembrar do país beligerante que atravesso.
Foram 2.000 km  desde a partida na sexta feira dia 17 de Washington - DC.
A moto comporta-se muito bem e apesar do calor estou conseguindo manter a média de 600 km diários
Na verdade o que mais cansa é a vida de nômade. Levantar acampamento todos os dias é muito chato e cansativo. Mas o prazer de cruzar o continente de  moto é um privilégio que agradeço diariamente.
Até aqui tenho passado por regiões predominantemente planas e rurais, em alguns trechos me lembrou muito a região de Vacaria no RS. Pastagens e gado.
Com relação às estradas, são um tapete, cruzando estado após estado no mesmo padrão nota 10.
Por recomendação de amigos alterei a rota, cruzando o continente um pouco mais ao sul para descer as montanhos do Colorado passando por Las Vegas e chegando em Los Angeles, fazendo grande parte da route 66, famoso roteiro dos Easy Riders do século passado e até hoje repetido por motociclistas.
O ponto final desse trajeto é no famoso Píer de Santa Monica de frente para o oceano pacifico onde existe uma placa indicando o fim da Route 66 com fotos e ilustrações dessa icônica travessia.
Então vamos  ela!

Illinois


Indianapolis
 

Indianapolis

Hays - Kansas


Hays - Kansas

Entrando em Indiana

terça-feira, 7 de maio de 2013

O tempo voa!

Já estamos em maio. Envolvido mais do que poderia imaginar em assuntos profissionais, não percebi que estava prestes a fazer o primeiro aniversário desde o fim da primeira etapa.
É preciso correr e aproveitar a janela climática que se abriu para cruzar o país rumo a costa oeste.
Em virtude dos compromissos de trabalho, terei que fazer uma etapa mais curta e rápida do que inicialmente planejei.
Embarco no próximo dia 14 de maio,  com previsao máxima de conclusão de 30 dias.